Ainda sobre meu acidente esportivo, uma parte do meu diálogo com o médico na estação de esqui merece uma reprodução traduzida:
Contexto: Eu, sobre uma maca do posto médico só de calcinha e blusa uma vez que havia tirado a calça para fazer um raio X. (Sim, fiquei um tempão só de calcinha e com frio na frente das demais pessoas que estavam no posto!) O médico coloca uma tala imobilizando a minha perna esquerda, me lembra que deverei usá-la por 1 mês e diz:
- Bom, agora eu te deixo colocar tuas calças.
Eu pego minhas calças e, entre a dor que sentia ao movimentar a perna, me estico toda para colocar a calça na perna que não pode mais ser dobrada por causa da tala. O médico decide me ajudar ao ver meu esforço, eu começo a rir e falo:
- Meu próximo mês vai ser engraçado!!
O médico me olha e diz:
- Vocês brasileiros!! Se tu fosse francesa tu estarias chorando por ter se machucado, mas não, está aí rindo e ainda acha que o mês será engraçado!
- Mas vou fazer o quê? O mês vai ser difícil, mas chorar não vai resolver meu problema. Agora só me resta rir!
O médico começa a rir e concorda comigo.
Ao sair do posto médico ganhei um sorriso e um bonne chance (boa sorte) do médico. Acho que ele gostou dos meus argumentos.
domingo, 1 de março de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Artes e proezas!
Já contei isso para bastante gente, mas faltou registrar aqui.
Na semana passada fui esquiar, esporte que aprendi aqui e que adoro muito! Andar de pranchinhas sobre a neve é muito legal. Mas tem os seus perigos...
Ao descer uma pista um pouco mais difícil, passando pela parte mais difícil eu perdi o controle dos esquis, passei por onde não devia numa velocidade não adequada e rompi um ligamento do joelho esquerdo. Ahhh sim, depois de romper o ligamento eu cai :)
Para descer (claro que eu cai no início da pista bem longe da base) eu desci de trenozinho com a equipe de socorro da estação. Essa foi a parte mais legal de todas, um cara desceu de esqui puxando um especie de maca comigo em cima, a gente desceu super rápido :)
Sai da estação já com a perna imobilizada, mesmo sem ter tido muitas explicações sobre meu ferimento por parte do médico. Imaginem um médico de estação de esqui que vê no mínimo uma dezena de ligamentos rompidos por dia e a equivalente quantia de ossos quebrados (no mesmo momento que eu tinham 2 braços quebrados!). Para ele, um ligamento rompido não é muito mais que uma gripe!!
Depois de consultar num outro médico em Grenoble, descobri que tive a sorte de romper o ligamento que melhora sem precisar de cirurgia. Vou ficar uns dias com a perna imobilizada e em 3 semanas devei estar boa. Literalmente: dos males eu tive o menor!
O mais chato de tudo é que já fui avisada de que acabou o esqui para mim nessa temporada e na próxima eu não estarei mais aqui! Como diria um francês entediado: Bof!!
Para os que estão se perguntando porque eu gostei tanto de esquiar eu explico: esquiar é um esporte que te instiga a sempre querer consquistar algo a mais. Tu sempre pode aprimorar, tu sempre tem um movimento, uma manobra a mais para aprender ou aperfeiçoar. Esse desafio constante me apaixonou! E a recompensa é ver paisagens indescritíveis. Como disse minha amiga Christiane minutos antes do meu acidente: "Essa é uma vista que merece ser guardada para toda a vida!!"
Sintam o gostinho do que eu estou falando... cliquem na imagem e contemplem!!! :)
Na semana passada fui esquiar, esporte que aprendi aqui e que adoro muito! Andar de pranchinhas sobre a neve é muito legal. Mas tem os seus perigos...
Ao descer uma pista um pouco mais difícil, passando pela parte mais difícil eu perdi o controle dos esquis, passei por onde não devia numa velocidade não adequada e rompi um ligamento do joelho esquerdo. Ahhh sim, depois de romper o ligamento eu cai :)
Para descer (claro que eu cai no início da pista bem longe da base) eu desci de trenozinho com a equipe de socorro da estação. Essa foi a parte mais legal de todas, um cara desceu de esqui puxando um especie de maca comigo em cima, a gente desceu super rápido :)
Sai da estação já com a perna imobilizada, mesmo sem ter tido muitas explicações sobre meu ferimento por parte do médico. Imaginem um médico de estação de esqui que vê no mínimo uma dezena de ligamentos rompidos por dia e a equivalente quantia de ossos quebrados (no mesmo momento que eu tinham 2 braços quebrados!). Para ele, um ligamento rompido não é muito mais que uma gripe!!
Depois de consultar num outro médico em Grenoble, descobri que tive a sorte de romper o ligamento que melhora sem precisar de cirurgia. Vou ficar uns dias com a perna imobilizada e em 3 semanas devei estar boa. Literalmente: dos males eu tive o menor!
O mais chato de tudo é que já fui avisada de que acabou o esqui para mim nessa temporada e na próxima eu não estarei mais aqui! Como diria um francês entediado: Bof!!
Para os que estão se perguntando porque eu gostei tanto de esquiar eu explico: esquiar é um esporte que te instiga a sempre querer consquistar algo a mais. Tu sempre pode aprimorar, tu sempre tem um movimento, uma manobra a mais para aprender ou aperfeiçoar. Esse desafio constante me apaixonou! E a recompensa é ver paisagens indescritíveis. Como disse minha amiga Christiane minutos antes do meu acidente: "Essa é uma vista que merece ser guardada para toda a vida!!"
Sintam o gostinho do que eu estou falando... cliquem na imagem e contemplem!!! :)
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
O que se come por aqui - IV
Eu sei, eu sei!!! Sumi sem dar justificativas!!
Mas sabe o que é... por mais que as vezes isso não fique transparente aqui, eu não vim à França a passeio!! Eu vim fazer um doutorado sanduíche, e isso, às vezes, me cobra boas doses de transpiração! (e estresse, e noites mal dormidas, e irritação, e falta de paciência, e desgaste mental e intelectual, e... e... e...)
Mas agora que as coisas acalmaram um pouco, voltarei a ser mais frequente aqui no blog. E para começar de leve, resolvi fazer mais uma edição do que se come por aqui.
Prato do dia: Fondue.
Graças a grande popularidade desse prato no Brasil (em Gramado então, é tri comum!! custa uma barbaridade, mas é tri comum!) nem vou precisar explicar muito.

Após comprar a mistura certas dos queijos pronta no super mercado (sim, a gente compra pré pronto e é tri bom!!) é só enfregar um dente de alho na panela anti-aderente enquanto ela está se aquecendo. Depois, joga-se a misturinha na panela e, em fogo brando, mexe-se constantemente até que o queijo aqueça e tenhamos uma mistura homogênea.

Depois de quente, coloca-se a panela no seu devido suporte que a manterá aquecida. Antes de começar o processo de aquecimento do queijo, é melhor já ter picado/preparado todos os acompanhamentos, sendo que o mais "indicado" pelos nativos é o pão.
Bom... daí vem o momento da alegria! É só espetar algum dos acompanhamentos, embebê-lo no queijo fundido e dizer: "Bon Appétit".
Créditos a Fabi, que me convidou para o Fondue!
Mas sabe o que é... por mais que as vezes isso não fique transparente aqui, eu não vim à França a passeio!! Eu vim fazer um doutorado sanduíche, e isso, às vezes, me cobra boas doses de transpiração! (e estresse, e noites mal dormidas, e irritação, e falta de paciência, e desgaste mental e intelectual, e... e... e...)
Mas agora que as coisas acalmaram um pouco, voltarei a ser mais frequente aqui no blog. E para começar de leve, resolvi fazer mais uma edição do que se come por aqui.
Prato do dia: Fondue.
Graças a grande popularidade desse prato no Brasil (em Gramado então, é tri comum!! custa uma barbaridade, mas é tri comum!) nem vou precisar explicar muito.
Após comprar a mistura certas dos queijos pronta no super mercado (sim, a gente compra pré pronto e é tri bom!!) é só enfregar um dente de alho na panela anti-aderente enquanto ela está se aquecendo. Depois, joga-se a misturinha na panela e, em fogo brando, mexe-se constantemente até que o queijo aqueça e tenhamos uma mistura homogênea.
Depois de quente, coloca-se a panela no seu devido suporte que a manterá aquecida. Antes de começar o processo de aquecimento do queijo, é melhor já ter picado/preparado todos os acompanhamentos, sendo que o mais "indicado" pelos nativos é o pão.
Créditos a Fabi, que me convidou para o Fondue!
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Estrela de Cinema?!?!
Andou fazendo uns frios de respeito por aqui. Na semana retrasada por exemplo, só vi temperaturas positivas na quinta-feira, quando atingiu-se calorosos +1 grau. Essa semana até que está sendo amena, mas em compensação anda garoando.
É evidente que para sair por aí em dias de temperaturas negativas é preciso vestir-se adequadamente, usando um bom casaco e acessórios, tais como luvas, touca, manta, que não são só acessórios, mas sim partes da vestimenta básica de dias frios.
Pois bem, todo o dia saio de casa bem entrouxadinha para não ficar doente, ou pelo menos tentar não ficar doente. O que para mim me parecia uma atitude normal, mas...
Um belo dia encontro um colega colombiano na parada de ônibus a caminho do laboratório. Este, por sua vez, conversava com um chinês amigo dele. Ao chegar no laboratório o colombiano contou-me aos risos, que o tal chinês tinha me achado parecida com uma estrela de cinema tentando se esconder dos fotógrafos embaixo de casaco, manta, luva e touca.
Eu ri do ponto de vista do chinês, mesmo tendo achado o comentário sem noção, já que ele não me conhece!!!
Bom, pouco me importa, eu é que não vou ficar passando frio por aqui!!
É evidente que para sair por aí em dias de temperaturas negativas é preciso vestir-se adequadamente, usando um bom casaco e acessórios, tais como luvas, touca, manta, que não são só acessórios, mas sim partes da vestimenta básica de dias frios.
Pois bem, todo o dia saio de casa bem entrouxadinha para não ficar doente, ou pelo menos tentar não ficar doente. O que para mim me parecia uma atitude normal, mas...
Um belo dia encontro um colega colombiano na parada de ônibus a caminho do laboratório. Este, por sua vez, conversava com um chinês amigo dele. Ao chegar no laboratório o colombiano contou-me aos risos, que o tal chinês tinha me achado parecida com uma estrela de cinema tentando se esconder dos fotógrafos embaixo de casaco, manta, luva e touca.
Eu ri do ponto de vista do chinês, mesmo tendo achado o comentário sem noção, já que ele não me conhece!!!
Bom, pouco me importa, eu é que não vou ficar passando frio por aqui!!
domingo, 11 de janeiro de 2009
Costumes franceses
Nessa semana eu conheci mais um costume francês que é o consumo da galette des rois ou bolo de reis.
Nas proximidades do dia de reis (06 de janeiro) costuma-se consumir um tipo especial de bolo. Ele é feito de uma massa folhada podendo ser recheado com uma pasta de amêndoas ou maçã (pelo menos foram essas as opções que me foram dadas na padaria!!).
A magia por trás desse bolo é que ele vem acompanhado de uma coroa dourada de papel, a coroa do rei. Escondido dentro do bolo vem uma féve que é um pequeno objeto de porcelana. Depois de partido e distribuído os pedaços entre as pessoas, o sortudo que encontrar a féve é o rei do dia. Além de rei, o sortudo deverá oferecer o bolo do dia seguinte, sendo isso válido por um período de aproximadamente 10 dias.
O bolo é gostoso, em especial o recheado com a pasta de amêndoas :)
Nas proximidades do dia de reis (06 de janeiro) costuma-se consumir um tipo especial de bolo. Ele é feito de uma massa folhada podendo ser recheado com uma pasta de amêndoas ou maçã (pelo menos foram essas as opções que me foram dadas na padaria!!).
A magia por trás desse bolo é que ele vem acompanhado de uma coroa dourada de papel, a coroa do rei. Escondido dentro do bolo vem uma féve que é um pequeno objeto de porcelana. Depois de partido e distribuído os pedaços entre as pessoas, o sortudo que encontrar a féve é o rei do dia. Além de rei, o sortudo deverá oferecer o bolo do dia seguinte, sendo isso válido por um período de aproximadamente 10 dias.
O bolo é gostoso, em especial o recheado com a pasta de amêndoas :)
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
2009!!!!
Seguindo o ritmo de aproveitar as coisas boas do lado de cá do oceano, passamos 1 semana numa estação de esqui. Compartilho com vocês a nossa vista matinal. [Créditos ao Hermann que posou de galã de novela dando um charme todo especial a foto.]
Além de aprimorar as técnicas do domínio das 2 pranchinhas que deslizam sobre a neve, descobri como fazer uma regressão a infância fazendo esqui-bunda (os franceses chamam de luge e consiste em deslizar sentado sobre uma espécie de treno ou então num suporte de plástico que facilita o escorregar sobre a neve). Também desfrutei das fatigantes, porém recompensadoras, caminhadas sobre a neve usando raquetes nos pés. Depois que se aprende a andar com elas é só aproveitar a vista, mas com direito a paradas para DESCAAAAANNNNNSO (meu grito para avisar aos demais que eu precisava recuperar o fôlego!)
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Noite Feliz!!
Comemore o natal com seus amigos. Essa é a solução!
Ontem, reunimos um grupo de amigos para a ceia de natal. Cada um encarregou-se de parte dos preparativos da ceia e nós brindamos o natal a luz de velas com uma linda decoração natalina. Para enfeitar a árvore de natal, fotos dos familiares que estão longe; recebemos a visita do papai noel e trocamos presentes. Um momento alegre, emocionante, onde tudo estava maravilhosamente bom e aconteceu de forma harmoniosa.
Como eu disse ontem antes de voltar para casa: "Essa é o primeira vez em que eu não tenho ninguém para abraçar ao acordar no dia de natal, mas não vai ser a primeira em que eu não receberia um abraço de feliz natal antes de dormir."
É por isso que falorizo tanto os amigos que tenho, eles são a minha maior riqueza!
Feliz Natal a todos.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Comportamento suíço
No post anterior eu comentei que fui a Zurique, mas não comentei o que achei da cidade e dos suíços. Farei isso agora, um pouco em atraso, mas minha vida tem tido um ritmo bem acelerado ultimamente... tanto que 2008 já está acabando!!!
Zurique é uma cidade interessante, fria, bem fria, porém interessante. Acho que na maior parte do tempo que estive lá foi em temperaturas negativas e com um sensação térmica efetivamente negativa. Zurique me pareceu ser uma cidade com lugar para todo o mundo; com suas pessoas que falam várias línguas (para quem não sabe, uma parte da Suíça fala alemão, outra francês, outra italiano e é claro que tem regiões onde se fala uma mescla de idiomas -- mais detalhes aqui) mais os turistas, me senti na torre de babel.
Pelas vitrines que vi andando pelas ruas, em especial pelo preço das coisas que estavam expostas nas vitrines, definitivamente lá tem gente rica. Tudo muito impagável... mas sabendo procurar se encontra coisas bem acessíveis. Em especial muitos chocolates deliciosos a acessíveis! Que perdição!! Também pelas ruas, tudo é muito limpo, conservado e o que não esta mais conservado está em reforma. Isso dá um certo charme para a cidade.
Para fechar minha explanação sobre os suíços, tenho uma foto que acho que resume tudo. Na estação de t
rem de Genebra no tempinho que sobrou entre uma troca de trens, aproveitei para ir ao banheiro. Paguei 2 francos (em torno de 4 reais) para usar o banheiro público mais limpo que já vi em toda a minha vida. E quem nunca teve nojo de puxar a cordinha ou a alavanca da descarga em banheiro público? Pois nesse banheiro tinha uma macia e agradável bolinha de borracha acionada com o pé! Como são higiênicos esses suíços!!
Zurique é uma cidade interessante, fria, bem fria, porém interessante. Acho que na maior parte do tempo que estive lá foi em temperaturas negativas e com um sensação térmica efetivamente negativa. Zurique me pareceu ser uma cidade com lugar para todo o mundo; com suas pessoas que falam várias línguas (para quem não sabe, uma parte da Suíça fala alemão, outra francês, outra italiano e é claro que tem regiões onde se fala uma mescla de idiomas -- mais detalhes aqui) mais os turistas, me senti na torre de babel.
Pelas vitrines que vi andando pelas ruas, em especial pelo preço das coisas que estavam expostas nas vitrines, definitivamente lá tem gente rica. Tudo muito impagável... mas sabendo procurar se encontra coisas bem acessíveis. Em especial muitos chocolates deliciosos a acessíveis! Que perdição!! Também pelas ruas, tudo é muito limpo, conservado e o que não esta mais conservado está em reforma. Isso dá um certo charme para a cidade.
Para fechar minha explanação sobre os suíços, tenho uma foto que acho que resume tudo. Na estação de t
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
O tão esperado encontro...
Encontro com quem?? Com a neve!!!
Explico-me.
Nas cidades onde eu já morei (São João do Polêsine -> Santa Maria -> Porto Alegre) não neva. O máximo que vi, além de chuva de graniso, foram algumas gotículas congeladas num dia muito frio, que não é neve, logo não conta. No ano passado, nessa mesma época, estive durante 1 mês aqui em Grenoble. Eu via a neve nas montanhas próximas a cidade, até fui esquiar, mas nunca tinha visto nevar, ou seja, eu não sabia qual era o comportamento na neve enquando ela cai. Quando me mudei para cá, pensei, agora sim... vou ficar um inverno inteiro, em algum momento hei de ver nevar.
Tomada pela ansiedade, sempre estava de olho na meteorologia. Numa das vezes que estava previsto neve para a cidade (que, para quem não sabe, ela fica num buraco entre montanhas que é um pouco mais "quentinho", ou seja, raramente neva aqui embaixo!) fiquei na espreita e consegui ver algo que achei que era neve caindo. Depois descobri que aquilo era praticamente chuva congelada! Nota - bem que eu tinha achado aquela neve muito barulhenta - fim da nota. E assim o tempo foi passando, sempre bem frio mas sem neve.
Eis que eu decido viajar, visitar uns amigos em Zurique, onde havia nevado para valer na semana anterior e haviam previsões de mais neve (heavy snow!!!) para o final de semana em que eu estaria lá. Passei um final de semana inteirinho lá e adivinhem?! Não vi cair um único floco se quer!! Até sol teve!! Voltei de lá e adivinhem o que aconteceu na segunda. Sim isso mesmo, nevou em Zurique. Mas o pior não é isso, vocês sabem o que é ainda pior?! No dia seguinte ao que eu sai de Grenoble, nevou em Grenoble!! Simplesmente inacreditável, foi só eu sair da cidade!
Depois de ser motivo do riso de todos os meus amigos aqui eu resolvi que não ia mais ficar na ansiedade. Resolvi que ia parar de querer ver nevar, afinal a neve não parecia querer muito me encontrar.
Pois bem, ao sair da casa de uma amiga ontem a noite percebi que estava chovendo. Olhei melhor porque a chuva era meia estranha, parecia cair mais lentamente. Começei a andar e vi que na verdade estavam caindo flocos de neve que chegavam ao chão já quase derretidos. Voltei para casa me divertindo com aquela "neve", embora tenha chegado em casa ensopada, já que cada floco se transformava em várias gotas d'àgua. Dormi feliz, embora a neve dos meus sonhos fosse um pouco mais "seca" que aquela que eu tinha visto!
Acordei e a primera coisas que fiz foi ver se tinha neve acumulada lá fora. Tinha muito pouco sobre os carros, pense
i: "é, já era, foi só aquilo mesmo, bom... pelo menos eu vi algo próximo a neve caindo do céu! Sim, estou feliz, já vi nevar!". Fui para meu laboratório e conforme eu me afastava do centro da cidade eu ia vendo mais e mais e mais neve acumulada. Quando chegou na universidade (meio do caminho) tudo era branco coberto por uns 5 cm de neve. Tive que caminhar sobre a neve pois meu transporte não pode fazer sua rota normal. Nisso começou a nevar. Prato cheio, fui tirando fotos (ver ao lado) como uma abobada que nunca tinha visto nevar (simples e pura realidade). Peguei o ônibus para terminar a outra metade do caminho e cada vez via mais e mais neve. As redondezas do meu laboratório estavam tomadas de neve, coisa de em torno de 10 cm.
Nevou o dia inteirinho e a previsão é de que amanhã seja igual. Foi um dia cheio de descobertas... inclusive a de que fazer bolas de neve para jogar nos amigos é muito barbada :)
Explico-me.
Nas cidades onde eu já morei (São João do Polêsine -> Santa Maria -> Porto Alegre) não neva. O máximo que vi, além de chuva de graniso, foram algumas gotículas congeladas num dia muito frio, que não é neve, logo não conta. No ano passado, nessa mesma época, estive durante 1 mês aqui em Grenoble. Eu via a neve nas montanhas próximas a cidade, até fui esquiar, mas nunca tinha visto nevar, ou seja, eu não sabia qual era o comportamento na neve enquando ela cai. Quando me mudei para cá, pensei, agora sim... vou ficar um inverno inteiro, em algum momento hei de ver nevar.
Tomada pela ansiedade, sempre estava de olho na meteorologia. Numa das vezes que estava previsto neve para a cidade (que, para quem não sabe, ela fica num buraco entre montanhas que é um pouco mais "quentinho", ou seja, raramente neva aqui embaixo!) fiquei na espreita e consegui ver algo que achei que era neve caindo. Depois descobri que aquilo era praticamente chuva congelada! Nota - bem que eu tinha achado aquela neve muito barulhenta - fim da nota. E assim o tempo foi passando, sempre bem frio mas sem neve.
Eis que eu decido viajar, visitar uns amigos em Zurique, onde havia nevado para valer na semana anterior e haviam previsões de mais neve (heavy snow!!!) para o final de semana em que eu estaria lá. Passei um final de semana inteirinho lá e adivinhem?! Não vi cair um único floco se quer!! Até sol teve!! Voltei de lá e adivinhem o que aconteceu na segunda. Sim isso mesmo, nevou em Zurique. Mas o pior não é isso, vocês sabem o que é ainda pior?! No dia seguinte ao que eu sai de Grenoble, nevou em Grenoble!! Simplesmente inacreditável, foi só eu sair da cidade!
Depois de ser motivo do riso de todos os meus amigos aqui eu resolvi que não ia mais ficar na ansiedade. Resolvi que ia parar de querer ver nevar, afinal a neve não parecia querer muito me encontrar.
Pois bem, ao sair da casa de uma amiga ontem a noite percebi que estava chovendo. Olhei melhor porque a chuva era meia estranha, parecia cair mais lentamente. Começei a andar e vi que na verdade estavam caindo flocos de neve que chegavam ao chão já quase derretidos. Voltei para casa me divertindo com aquela "neve", embora tenha chegado em casa ensopada, já que cada floco se transformava em várias gotas d'àgua. Dormi feliz, embora a neve dos meus sonhos fosse um pouco mais "seca" que aquela que eu tinha visto!
Acordei e a primera coisas que fiz foi ver se tinha neve acumulada lá fora. Tinha muito pouco sobre os carros, pense
Nevou o dia inteirinho e a previsão é de que amanhã seja igual. Foi um dia cheio de descobertas... inclusive a de que fazer bolas de neve para jogar nos amigos é muito barbada :)
domingo, 7 de dezembro de 2008
Justificativas
Eu estou sumida... eu sei.
Passei por uns dias de tormento e muita correria. Trabalhei muito por conta de um artigo que não saiu :( .... e no pouco tempo livre que tive, eu viajei.
Mas agora tudo vai voltar ao normal, já, já voltarei a contar minhas proezas por aqui.
Passei por uns dias de tormento e muita correria. Trabalhei muito por conta de um artigo que não saiu :( .... e no pouco tempo livre que tive, eu viajei.
Mas agora tudo vai voltar ao normal, já, já voltarei a contar minhas proezas por aqui.
domingo, 23 de novembro de 2008
O que se come por aqui - III
A raclette é uma comida muito comum no inverno aqui na França. Ela é de origem suíça e o que aparece na foto é uma versão moderna de se fazer a raclette (para os curiosos tem maiores informações aqui).
Basicamente, a gente compra um queijo específico bem fedorento no supermercado, o derrete e come acompanhado de batata e pão, além de ser possível incrementar o derretimento do queijo com tomate, cebola, presunto, etc. Ahhh, e para beber, claro, vinho!
Pois vejamos o processo passo a passo.
O mais legal disso tudo é que é uma refeição iterativa, enquanto se espera o queijo derreter se alimenta uma boa conversa entre amigos. E mais... cada pessoa "faz" a sua própria janta!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Último Capítulo!
Hoje, quarta-feira, 12 de novembro de 2008, deu-se o último capítulo da novela "titre de séjour", aquele documento que me autoriza a morar na França (mais detalhes sobre essa novela aqui).
Hoje era o tão esperado dia da minha visita médica. Meu horário era às 14 horas, cheguei no local marcado às 13:30 (sim, fui afobada, mas não queria correr o risco de chegar atrasada!). Esperei alguns minutos pois ainda era intervalo de almoço, mas logo logo apresentei-me para a secretária que conferiu meus documentos e me pediu para esperar. Esperei.
Primeira etapa: Fui chamada ("Madame Ceraaa!") e levada até uma ante-sala minuscula, onde despi a parte superior das minhas roupas (valeu a todas as minhas amigas que me avisaram que não precisava tirar toda a roupa, só a parte de cima!). Depois entrei numa sala maior e numa cabine onde fiz uma radiografia de pulmão. Voltei para a salinha, coloquei a roupa, fui para uma sala de espera e esperei.
Segunda etapa: Chegou a vez de uma enfermeira falar comigo, me levou para uma salinha onde tirou minha medidas (peso e altura), fez um teste de visão (a esperta aqui esqueceu de levar seus óculos, sorte que enxergo meia boca e deu para quebrar o galho!) e um teste de glicose. Vejam só, tive que dar meu sangue para ficar na França... foi uma gota, mas foi meu sangue!!! Voltei para a sala de espera e esperei.
Terceira etapa: Visita medical tinha que ter médico! Pois bem, um senhor muito simpático examinou minha radiografia confirmando que está tudo ok. Ele perguntou se eu já estou aproveitando os bons vinhos franceses! Por sorte, faz um bom tempo que tenho me esmeirado para prová-los! Já viu se sou reprovada justo nessa parte!! Perguntou sobre as doenças que já tive, testou meus sinais vitais, perguntou se eu estava grávida, se eu fumava... tudo isso com um tom de voz que adulto faz quando conta uma histórinha para criançinhas! Antes assim do que no modo ranzinza tipicamente francês! Assinou um monte de papeis e disse: "ok, agora só tens que falar com a secretária".
Fui até a secretária, ela colocou mais um carimbo nos papeis e me disse: "essa é a tua cópia e essa outra é a da Prefecture e tchau!". Mais rápida que um trovão, fui correndo para a Prefecture me perguntando: "Será que essa novela acaba hoje!?"
A Prefecture estava lotada, eu nunca tinha visto tanta gente lá! Peguei minha ficha e esperei. Esperei. Esperei. Chegada minha vez, entreguei os documentos e a secretária começou a procurar meu titre, sem ter sucesso no primeiro lugar que ela olhou. Pensei: "Não creio que vai ter mais um enrolo!". Mas não, segundos depois ela se vira com meu titre na mão!! Me dá, me dá, me dá!!! Daí tive mais um momento de tensão, ao invés de me entregar, ela pega o telefone e liga para alguém e fala, sem que eu consiga ouvir direito, olhando para meu titre. Segurei a respiração, ela desligou o telefone, estendeu a mão me alcançando a carte e disse: "C'est bon! Au revoir!" (traduzindo: "Esta tudo bem! tchau pra ti!").
A sensação de alegria em ver o documento em minha mão foi uma sensação indescritível. Saí rindo sozinha atraindo olhares de quem estava pela rua, mas sem me importar com isso. Depois de milhares de idas a Prefecture, muita saliva gasta, com direito até a uma cena de revolta e xingamentos com a secretária,... o meu titre de séjour é MEU.
Hoje era o tão esperado dia da minha visita médica. Meu horário era às 14 horas, cheguei no local marcado às 13:30 (sim, fui afobada, mas não queria correr o risco de chegar atrasada!). Esperei alguns minutos pois ainda era intervalo de almoço, mas logo logo apresentei-me para a secretária que conferiu meus documentos e me pediu para esperar. Esperei.
Primeira etapa: Fui chamada ("Madame Ceraaa!") e levada até uma ante-sala minuscula, onde despi a parte superior das minhas roupas (valeu a todas as minhas amigas que me avisaram que não precisava tirar toda a roupa, só a parte de cima!). Depois entrei numa sala maior e numa cabine onde fiz uma radiografia de pulmão. Voltei para a salinha, coloquei a roupa, fui para uma sala de espera e esperei.
Segunda etapa: Chegou a vez de uma enfermeira falar comigo, me levou para uma salinha onde tirou minha medidas (peso e altura), fez um teste de visão (a esperta aqui esqueceu de levar seus óculos, sorte que enxergo meia boca e deu para quebrar o galho!) e um teste de glicose. Vejam só, tive que dar meu sangue para ficar na França... foi uma gota, mas foi meu sangue!!! Voltei para a sala de espera e esperei.
Terceira etapa: Visita medical tinha que ter médico! Pois bem, um senhor muito simpático examinou minha radiografia confirmando que está tudo ok. Ele perguntou se eu já estou aproveitando os bons vinhos franceses! Por sorte, faz um bom tempo que tenho me esmeirado para prová-los! Já viu se sou reprovada justo nessa parte!! Perguntou sobre as doenças que já tive, testou meus sinais vitais, perguntou se eu estava grávida, se eu fumava... tudo isso com um tom de voz que adulto faz quando conta uma histórinha para criançinhas! Antes assim do que no modo ranzinza tipicamente francês! Assinou um monte de papeis e disse: "ok, agora só tens que falar com a secretária".
Fui até a secretária, ela colocou mais um carimbo nos papeis e me disse: "essa é a tua cópia e essa outra é a da Prefecture e tchau!". Mais rápida que um trovão, fui correndo para a Prefecture me perguntando: "Será que essa novela acaba hoje!?"
A Prefecture estava lotada, eu nunca tinha visto tanta gente lá! Peguei minha ficha e esperei. Esperei. Esperei. Chegada minha vez, entreguei os documentos e a secretária começou a procurar meu titre, sem ter sucesso no primeiro lugar que ela olhou. Pensei: "Não creio que vai ter mais um enrolo!". Mas não, segundos depois ela se vira com meu titre na mão!! Me dá, me dá, me dá!!! Daí tive mais um momento de tensão, ao invés de me entregar, ela pega o telefone e liga para alguém e fala, sem que eu consiga ouvir direito, olhando para meu titre. Segurei a respiração, ela desligou o telefone, estendeu a mão me alcançando a carte e disse: "C'est bon! Au revoir!" (traduzindo: "Esta tudo bem! tchau pra ti!").
A sensação de alegria em ver o documento em minha mão foi uma sensação indescritível. Saí rindo sozinha atraindo olhares de quem estava pela rua, mas sem me importar com isso. Depois de milhares de idas a Prefecture, muita saliva gasta, com direito até a uma cena de revolta e xingamentos com a secretária,... o meu titre de séjour é MEU.
FIM.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Só falta a neve!
No último final de semana fui com um casal de amigos comprar os equipamentos, está tudo aí exposto na foto ao lado (percebam que meu objetivo não é de ter tudo da mesma cor, numa combinação perfeita! o importante é a festa!)
Enquanto não tem neve suficiente nas montanhas e as estações de esqui não abrem, estou lendo um curso teórico de esqui na internet. Quero ver se dominando a teoria alcanço um bom desempenho na prática :)
domingo, 2 de novembro de 2008
Quase, quase...
Como contei na última postagem, eu estou na espectativa para que neve em Grenoble. Ainda não foi dessa vez, mas ela chegou bem pertinho!! Como essa história de ver neve nas montanhas ainda é novidade para mim, fotografei tudo e compartilho com vocês agora.
Na última quinta (30/10), depois de acordar, fui na sacada para descobrir as condições climáticas, encontro o sol e a montanha que vejo a partir dela coberta de neve. Cliquem na imagem e vejam, tem neve até onde é possível ver entre os prédios.
Chegando no laboratório, onde pode-se visualizar melhor as montanhas, começei a seção de fotos:
Inria e o Dent de Crolles.
Cadeia de montanhas que eu não sei o nome mas que tenho sérias suspeitas de que sejam parte do Maciço de Vercors. Notem que o carro que está passando está com uma camada de neve, pior que só fui ver isso depois que tirei a foto!
Saint Eynard coberto de açucar confeiteiro.
Na sexta-feira, fotografei as montanhas mais para o lado dos alpes, notem os campos bem embaixo cobertos de neve.


Por fim, aquilo que parece uma construção no topo da montanha da foto abaixo é uma estação de ski, a Chamrousse.
Chegando no laboratório, onde pode-se visualizar melhor as montanhas, começei a seção de fotos:
Na sexta-feira, fotografei as montanhas mais para o lado dos alpes, notem os campos bem embaixo cobertos de neve.
Por fim, aquilo que parece uma construção no topo da montanha da foto abaixo é uma estação de ski, a Chamrousse.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Reviravoltas
Essa semana está sendo bem diferente com mudanças nas condições climáticas, no horário e me arrisco até a dizer que o humor das pessoas!
Sábado passado acabou o horário de verão aqui, estamos uma hora adiantados em relação a semana passada. O lado bom é que com o horário de verão no Brasil, diminuiu a diferença de fuso horário e estamos a apenas 3 horas de diferença. O lado ruim é que anoitece mais cedo, às 5 da tarde já começam os primeiros sinais de que o dia está acabando e às 6 da tarde o breu toma conta do dia! Isso complica na volta para casa, especialmente se for de bicicleta! Ainda não consegui saber se a lanterna e a sinaleira da minha bicicleta serão suficientes para me proporcionar uma volta segura, pois chove desde segunda a tarde.
O anoitecer mais cedo + chuva + dias inteiramente cinzas + queda de temperatura, deixaram esse início de semana mais "pesado" que o normal. Mas é bom eu ir me acostumando pois o pior ainda está por vir... tenho um inverno inteiro pela frente! E ainda por cima, nem posso me queixar, pois aqui até que está anoitecendo tarde comparado com outros países como a Suécia, por exemplo!
Para mostrar que essa semaninha promete, colo abaixo a previão do tempo:

Como pode ser visto tem muita nuvenzinha com chuva pela frente. Talvez tenha sol na quinta, mas é incerto, assim como é incerto se vai ter neve nesse mesmo dia. Eu até gostaria de assistir a queda de flocos de neve (já vi neve, mas nunca a vi caindo!), seria a compensação de tantos dias cinzas! Se o sol não der as caras na quinta, por enquanto a previsão aponta a próxima chance só na próxima segunda.
Nesse ritmo de dias cinzas e molhados, parece que as pessoas ficam com expressões mais fechadas que já são naturalmente. Dá uma saudade de comer bergamota naquele solzinho de inverno do meu Rio Grande do Sul amado! Mas já que não posso comer bergamota no sol, tomo vinho dentro de casa mesmo!!
Sábado passado acabou o horário de verão aqui, estamos uma hora adiantados em relação a semana passada. O lado bom é que com o horário de verão no Brasil, diminuiu a diferença de fuso horário e estamos a apenas 3 horas de diferença. O lado ruim é que anoitece mais cedo, às 5 da tarde já começam os primeiros sinais de que o dia está acabando e às 6 da tarde o breu toma conta do dia! Isso complica na volta para casa, especialmente se for de bicicleta! Ainda não consegui saber se a lanterna e a sinaleira da minha bicicleta serão suficientes para me proporcionar uma volta segura, pois chove desde segunda a tarde.
O anoitecer mais cedo + chuva + dias inteiramente cinzas + queda de temperatura, deixaram esse início de semana mais "pesado" que o normal. Mas é bom eu ir me acostumando pois o pior ainda está por vir... tenho um inverno inteiro pela frente! E ainda por cima, nem posso me queixar, pois aqui até que está anoitecendo tarde comparado com outros países como a Suécia, por exemplo!
Para mostrar que essa semaninha promete, colo abaixo a previão do tempo:

Como pode ser visto tem muita nuvenzinha com chuva pela frente. Talvez tenha sol na quinta, mas é incerto, assim como é incerto se vai ter neve nesse mesmo dia. Eu até gostaria de assistir a queda de flocos de neve (já vi neve, mas nunca a vi caindo!), seria a compensação de tantos dias cinzas! Se o sol não der as caras na quinta, por enquanto a previsão aponta a próxima chance só na próxima segunda.
Nesse ritmo de dias cinzas e molhados, parece que as pessoas ficam com expressões mais fechadas que já são naturalmente. Dá uma saudade de comer bergamota naquele solzinho de inverno do meu Rio Grande do Sul amado! Mas já que não posso comer bergamota no sol, tomo vinho dentro de casa mesmo!!
domingo, 26 de outubro de 2008
E o que se bebe?
Vinho!!
Pois bem, a convite de uma amiga (valeu Fabi!), ontem eu fui prestigiar uma feira de vinhos que está acontecendo aqui. O nome da feira é Le Millesime 2008 - 14 e Festival Oenologique & Musical de Grenoble. E é bem isso, degustação de vinhos, alguns alimentos típicos e música, somente coisas que os franceses adoram. Pena que eu esqueci de levar a máquina fotográfica!
Na entrada da feira, tu pode comprar uma taça por 6 euros. Ter uma taça te capacita a degustar os vinhos em todos os estandes. Mas veja bem, é degustar, não é beber. Logo, tu vais receber um golinho de vinho de cada tipo que tu quiseres experimentar. Daí tu faz aquela cena toda: olha o vinho pela taça, sacode, cheira bastante e finalmente toma uma gole. Detalhe: este último ítem nem é obrigatório, pois muitos apenas colocam o vinho na boca e gospem em baldinhos apropriados que ficam a disposição do público. Nem preciso dizer que não desperdiçei um gole se quer!
Encontramos um produtor de vinho de Bordeaux super simpático (nem parecia francês). Ele conversou com tanto empenho conosco, nos mostrou diferenças entre os vinhos, explicou que na vinícula dele tem quartos que ele aluga a visitantes (pequei um cartão pois depois de conhecê-lo me interessei ainda mais em conhecer a região de Bordeaux), mostrou num mapa de onde ele vinha, enfim, foi tão simpático que até compramos vinho dele em retribuição a simpatia. Deixo registrado que deixei de comprar pelo menos 2 garrafas de vinho por feirantes ranzinzas que me serviram vinho com uma cara de: "essa guria só quer beber do meu vinho "de graça", fala esse francês com sotaque, capaz que vai comprar vinho!". E não comprei mesmo!
Existiam também espécies de salas onde um carinha falava enquanto a gente degustava um monte de vinhos de uma mesma região. Ele explicava as principais características um por um enquanto a gente bem sentado ia sorvendo golinhos dos tais vinhos. Nós nem estavamos dando tanto valor assim a esse ritual até alguém perguntar o preço de uma garrafa daqueles vinhos. A faixa de preço era de 35 a 45 euros! Daí percebemos que aqueles aí eram os que não eram oferecidos nos estandes! E foi em torno de 1 hora só degustando vinhos caros! Uma alegria!
De quebra, na parte de alimentos, eu tive a oportunidade de provar escargot!! O bicho já estava fora do caramujo, ele estava "nadando" num molho verde forte, peguei ele com um palito, coloquei na boca e imaginei que era um pedaço de picanha! O gosto não era ruim, era o gosto do tal molho e o bichano tinha textura de um pedacinho de coração de galinha. Nada mal! Provado mais uma das especiarias francesas!
Como nem tudo são alegrias, quando decidimos ir embora, ao chegar perto das bicicletas percebemos que delinquentes tentaram roubar os bancos delas. Os marginais daqui se não conseguem roubar as bicicletas castigam os proprietários por comprarem cadeados caros e resistentes, roubando os bancos. Elas estavam estacionadas numa rua naturalmente bastante movimentada de Grenoble que com a feira ficou ainda mais. Deve ter sido por isso que os delinquentes não conseguiram terminar sua traquinagem. Como dizem aqui: C'est la vie! Mas que as mães dos safados foram bem xingadas, ahhh, isso elas foram!
Pois bem, a convite de uma amiga (valeu Fabi!), ontem eu fui prestigiar uma feira de vinhos que está acontecendo aqui. O nome da feira é Le Millesime 2008 - 14 e Festival Oenologique & Musical de Grenoble. E é bem isso, degustação de vinhos, alguns alimentos típicos e música, somente coisas que os franceses adoram. Pena que eu esqueci de levar a máquina fotográfica!
Na entrada da feira, tu pode comprar uma taça por 6 euros. Ter uma taça te capacita a degustar os vinhos em todos os estandes. Mas veja bem, é degustar, não é beber. Logo, tu vais receber um golinho de vinho de cada tipo que tu quiseres experimentar. Daí tu faz aquela cena toda: olha o vinho pela taça, sacode, cheira bastante e finalmente toma uma gole. Detalhe: este último ítem nem é obrigatório, pois muitos apenas colocam o vinho na boca e gospem em baldinhos apropriados que ficam a disposição do público. Nem preciso dizer que não desperdiçei um gole se quer!
Encontramos um produtor de vinho de Bordeaux super simpático (nem parecia francês). Ele conversou com tanto empenho conosco, nos mostrou diferenças entre os vinhos, explicou que na vinícula dele tem quartos que ele aluga a visitantes (pequei um cartão pois depois de conhecê-lo me interessei ainda mais em conhecer a região de Bordeaux), mostrou num mapa de onde ele vinha, enfim, foi tão simpático que até compramos vinho dele em retribuição a simpatia. Deixo registrado que deixei de comprar pelo menos 2 garrafas de vinho por feirantes ranzinzas que me serviram vinho com uma cara de: "essa guria só quer beber do meu vinho "de graça", fala esse francês com sotaque, capaz que vai comprar vinho!". E não comprei mesmo!
Existiam também espécies de salas onde um carinha falava enquanto a gente degustava um monte de vinhos de uma mesma região. Ele explicava as principais características um por um enquanto a gente bem sentado ia sorvendo golinhos dos tais vinhos. Nós nem estavamos dando tanto valor assim a esse ritual até alguém perguntar o preço de uma garrafa daqueles vinhos. A faixa de preço era de 35 a 45 euros! Daí percebemos que aqueles aí eram os que não eram oferecidos nos estandes! E foi em torno de 1 hora só degustando vinhos caros! Uma alegria!
De quebra, na parte de alimentos, eu tive a oportunidade de provar escargot!! O bicho já estava fora do caramujo, ele estava "nadando" num molho verde forte, peguei ele com um palito, coloquei na boca e imaginei que era um pedaço de picanha! O gosto não era ruim, era o gosto do tal molho e o bichano tinha textura de um pedacinho de coração de galinha. Nada mal! Provado mais uma das especiarias francesas!
Como nem tudo são alegrias, quando decidimos ir embora, ao chegar perto das bicicletas percebemos que delinquentes tentaram roubar os bancos delas. Os marginais daqui se não conseguem roubar as bicicletas castigam os proprietários por comprarem cadeados caros e resistentes, roubando os bancos. Elas estavam estacionadas numa rua naturalmente bastante movimentada de Grenoble que com a feira ficou ainda mais. Deve ter sido por isso que os delinquentes não conseguiram terminar sua traquinagem. Como dizem aqui: C'est la vie! Mas que as mães dos safados foram bem xingadas, ahhh, isso elas foram!
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
O que se come por aqui - II
Conforme o prometido, hoje lhes apresento a Tartiflette... e nas versões: pronta para ir ao forno e depois de assada!
Ela é uma torta a base de batata incrementada com lardons (um parente do bacon) fritos com cebola, crème fraîche (um parente do creme de leite) e queijo reblochon (não achei nenhum parente desse queijo ainda, mas vou achar pois pretendo voltar para o Brasil e inventar uma parenta da tartiflette!). Para fechar com chave de ouro, eu segui a sugestão de colocar aproximadamente um calice de vinho branco antes de ir ao forno.


Faltou dizer que a tartiflette é muito gostosa! Para quem se interessou, essa aí é a receita que uso como base.
Ela é uma torta a base de batata incrementada com lardons (um parente do bacon) fritos com cebola, crème fraîche (um parente do creme de leite) e queijo reblochon (não achei nenhum parente desse queijo ainda, mas vou achar pois pretendo voltar para o Brasil e inventar uma parenta da tartiflette!). Para fechar com chave de ouro, eu segui a sugestão de colocar aproximadamente um calice de vinho branco antes de ir ao forno.
Faltou dizer que a tartiflette é muito gostosa! Para quem se interessou, essa aí é a receita que uso como base.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Pseudo-ilegalidade
A minha maior dor de cabeça desde que cheguei aqui é causada por um documento que me irá me caracterizar como uma moradora da França chamado Titre de Séjour. Eu vim do Brasil com um visto de estudante válido por 3 meses e minha obrigação era a de solicitar o tal documento nos 2 meses seguintes a minha chegada aqui. Eu fui fazer a solicitação ainda em maio, e foi aí que começou a novela.
Para encurtar a história, eu tive a "sorte" de ter vindo após uma mudança nas leis em 2007, logo tudo o que valia para os que estiveram antes de mim aqui não era mais válido. O "Q" da questão é que eu não estou matriculada em nenhuma universidade francesa, porque vim para fazer pesquisa num laboratório francês sob orientação de um professor de uma universidade francesa, mas não vou cursar disciplinas. Logo, se eu não estou matriculada, eu não sou estudante e se eu não sou estudante eu não tenho direito ao documento. Eu até concordo com a lógica, eu só não sabia disso antes de vir para cá.
A solução encontrada e sugerida pela secretária do orgão público responsável (que já não aguentava mais me ver e deixava isso bem, digamos, transparente) foi a de pedir o mesmo documento na condição de cientista. Beleza. Providenciados os documentos necessários e depois de um pouco de emoção e discussão na entrega dos mesmos, foi... eles foram aceitos. Eu ganhei um documento temporário válido por 3 meses, que me deixava em ordem com a lei, e fui aconselhada a esperar por uma convocação para uma consulta médica. Eu esperei, esperei, esperei, ... Quando faltava um mês para terminar a validade do documento temporário eu fui perguntar se, por acaso, eu já não deveria ter recebido a convocação para a tal consulta. Primeiro a secretária me disse que eu tinha que esperar e ponto. Depois ela resolveu refazer o pedido de consulta. Pedido refeito, a convocação chegou bem para um dos dias em que eu estaria em Berlin! (urucubaca pouca é bobagem!) Lá fui eu apresentar justificativas e pedir a remarcação da consulta.
Resumindo de novo... o documento temporário venceu na segunda passada e minha consulta é só no dia 12 de novembro, até lá estarei pseudo-ilegal. Mas calma! Não é tão grave assim! (por isso é pseudo!) Eu tenho uma atestação de que o meu titre de séjour está pronto e que só falta a consulta médica, mas é claro que por via das dúvidas não vou viajar enquanto estou nessa situação. Só por via das dúvidas.
Como me disse um colega grego: "no dia em que tu colocares as mão no teu titre de séjour tu vai rasgar ele em pedacinhos para comemorar!!" Pior que dá vontade!
Para encurtar a história, eu tive a "sorte" de ter vindo após uma mudança nas leis em 2007, logo tudo o que valia para os que estiveram antes de mim aqui não era mais válido. O "Q" da questão é que eu não estou matriculada em nenhuma universidade francesa, porque vim para fazer pesquisa num laboratório francês sob orientação de um professor de uma universidade francesa, mas não vou cursar disciplinas. Logo, se eu não estou matriculada, eu não sou estudante e se eu não sou estudante eu não tenho direito ao documento. Eu até concordo com a lógica, eu só não sabia disso antes de vir para cá.
A solução encontrada e sugerida pela secretária do orgão público responsável (que já não aguentava mais me ver e deixava isso bem, digamos, transparente) foi a de pedir o mesmo documento na condição de cientista. Beleza. Providenciados os documentos necessários e depois de um pouco de emoção e discussão na entrega dos mesmos, foi... eles foram aceitos. Eu ganhei um documento temporário válido por 3 meses, que me deixava em ordem com a lei, e fui aconselhada a esperar por uma convocação para uma consulta médica. Eu esperei, esperei, esperei, ... Quando faltava um mês para terminar a validade do documento temporário eu fui perguntar se, por acaso, eu já não deveria ter recebido a convocação para a tal consulta. Primeiro a secretária me disse que eu tinha que esperar e ponto. Depois ela resolveu refazer o pedido de consulta. Pedido refeito, a convocação chegou bem para um dos dias em que eu estaria em Berlin! (urucubaca pouca é bobagem!) Lá fui eu apresentar justificativas e pedir a remarcação da consulta.
Resumindo de novo... o documento temporário venceu na segunda passada e minha consulta é só no dia 12 de novembro, até lá estarei pseudo-ilegal. Mas calma! Não é tão grave assim! (por isso é pseudo!) Eu tenho uma atestação de que o meu titre de séjour está pronto e que só falta a consulta médica, mas é claro que por via das dúvidas não vou viajar enquanto estou nessa situação. Só por via das dúvidas.
Como me disse um colega grego: "no dia em que tu colocares as mão no teu titre de séjour tu vai rasgar ele em pedacinhos para comemorar!!" Pior que dá vontade!
domingo, 19 de outubro de 2008
Alles Gute
Na semana passada estive em Berlin. Resumindo Berlin em poucas palavras: "Mas que cidade legal!". Vejam só:
1) Ela tem um sistema de transporte público maravilhoso e que funciona (o meu tempo máximo de espera foi de 5 minutos!!). Olhando um mapa, é barbadinha de se achar e de descobrir como chegar aonde se deseja.
2) Berlin transpira história, e uma história recente e envolvente. Olhando para um lado vê-se marcas de guerras e destruições do início do século, mais adiante vê-se marcas da guerra fria e de seu muro cortando a cidade, andando mais um pouco vê-se apenas as marcas do muro após sua queda logo alí em 1989. Tudo isso pode ser "sentido" nas ruas, o que causa quase que um encantamento para quem a visita. Pelo menos em mim, causou.
3) Ela desperta reflexões, tais como: "Um povo que vive as misérias das guerras, que vê suas ruas transformadas em ruinas, que convive com o medo e as angústias da guerra fria e hoje nos apresenta a Berlin que eu vi, realmente esse é um povo forte". (Nota: não discuto os méritos das guerras nem quem estava certo ou errado pois não tenho competência para isso. O que eu posso dizer é que o povo que viveu tais misérias sofreu muito, isso dá para sentir no ar até! E esse mesmo povo para chegar onde está hoje teve que ser muito forte.)
4) Eu conheci Berlin no outono, os tons de amarelo, laranja e marrom das folhas deixava os caminhos muito mais belos e encantadores.
5) É uma cidade com um custo de vida baixo perto daqui na França.
6) No supermercado compra-se cerveja, e cerveja muito boa, de meio litro a centavos!!! Por exemplo, compra-se uma Erdinger por em torno de 80 centavos!! Só alegria!!!
Enfim, todos esses motivos e mais alguns outros, não necessariamente na ordem em que foram apresentados, me deixaram com um gostinho de quero mais. Um dia eu ainda volto a Berlin... mas com certeza!!
Agradeço por ter bons amigos que resolveram morar em Berlin e ao meu co-orientador que está trabalhando uns dias lá. Graças a vocês eu conheci essa cidade encantadora. E é claro, um muito obrigada especial ao Danilo que foi meu anfitrião nesses dias.
1) Ela tem um sistema de transporte público maravilhoso e que funciona (o meu tempo máximo de espera foi de 5 minutos!!). Olhando um mapa, é barbadinha de se achar e de descobrir como chegar aonde se deseja.
2) Berlin transpira história, e uma história recente e envolvente. Olhando para um lado vê-se marcas de guerras e destruições do início do século, mais adiante vê-se marcas da guerra fria e de seu muro cortando a cidade, andando mais um pouco vê-se apenas as marcas do muro após sua queda logo alí em 1989. Tudo isso pode ser "sentido" nas ruas, o que causa quase que um encantamento para quem a visita. Pelo menos em mim, causou.
3) Ela desperta reflexões, tais como: "Um povo que vive as misérias das guerras, que vê suas ruas transformadas em ruinas, que convive com o medo e as angústias da guerra fria e hoje nos apresenta a Berlin que eu vi, realmente esse é um povo forte". (Nota: não discuto os méritos das guerras nem quem estava certo ou errado pois não tenho competência para isso. O que eu posso dizer é que o povo que viveu tais misérias sofreu muito, isso dá para sentir no ar até! E esse mesmo povo para chegar onde está hoje teve que ser muito forte.)
4) Eu conheci Berlin no outono, os tons de amarelo, laranja e marrom das folhas deixava os caminhos muito mais belos e encantadores.
5) É uma cidade com um custo de vida baixo perto daqui na França.
6) No supermercado compra-se cerveja, e cerveja muito boa, de meio litro a centavos!!! Por exemplo, compra-se uma Erdinger por em torno de 80 centavos!! Só alegria!!!
Enfim, todos esses motivos e mais alguns outros, não necessariamente na ordem em que foram apresentados, me deixaram com um gostinho de quero mais. Um dia eu ainda volto a Berlin... mas com certeza!!
Agradeço por ter bons amigos que resolveram morar em Berlin e ao meu co-orientador que está trabalhando uns dias lá. Graças a vocês eu conheci essa cidade encantadora. E é claro, um muito obrigada especial ao Danilo que foi meu anfitrião nesses dias.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Campo Minado
As calçadas francesas são verdadeiros campos minados, só que de cocô de cachorro. É simplesmente imprescionante!! O que impresciona também é a quantidade de donos passeando com seus cachorrinhos/cachorros/cachorrões. E lá vão eles fazendo xixi em tudo que encontram e deixando pequenas/médias/grandes armadilhas pelas calçadas. Sim, aqui também existem donos mal educados (e muitos a julgar pela quantidade de cocôs encontrados) que não recolhem o cocô de seu amado animal de estimação. E olha que existem até uns destribuídores de saquinhos de lixo espalhados pelas calçadas com desenhos ilustrativos para que os donos recolham os rejeitos de seus animaizinhos! Pelo que se vê, esses distribuídores não fazem muito sucesso, não.
Também existem locais específicos para os animaizinhos fazerem suas necessidades. É tipo um cercadinho, em geral com areia e um palanque no meio para instigá-los a erguer a patinha e fazer suas necessidades. Como muitos bixanos fazem suas necessidades alí, é evidente que o lugar fede e tem uma aparência nada agradável. Logo, muitos donos de animais acham anti-higiênico deixar seu amiguinho fazer as necessidades alí. Mas daí não precisava deixar o cocô na calçada, né?!
Quando visitei Voiron eu vi uma placa super instrutiva para os donos de cachorros. Não resisti e fotografei, vejam ao lado. Para quem não entende francês, o cachorrinho da placa diz: "Em Voiron a gente não é porco!!". Ela aponta para um daqueles cercadinhos que falei, e ainda avisa que só faltam 60 metros.
Também existem locais específicos para os animaizinhos fazerem suas necessidades. É tipo um cercadinho, em geral com areia e um palanque no meio para instigá-los a erguer a patinha e fazer suas necessidades. Como muitos bixanos fazem suas necessidades alí, é evidente que o lugar fede e tem uma aparência nada agradável. Logo, muitos donos de animais acham anti-higiênico deixar seu amiguinho fazer as necessidades alí. Mas daí não precisava deixar o cocô na calçada, né?!
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