A França acaba de ficar 41 euros mais rica!
No mesmo dia em que fiquei tão feliz por ser bem sucedida na burocracia francesa, eu cometi um delito e fui multada! Meu delito?! Andei no tramway sem validar/pagar a passagem. Foram apenas 2 minutos de viagem, de uma parada a outra, mas o suficiente para ser multada. Os fiscais entraram na minha parada de destino e não me deixaram descer do tramway. Definitivamente, fui pega com as calças na mão.
Vejam bem, eu sei que eu errei, eu cometi um delito consciente, eu tinha culpa, assim como eu paguei por ele também de forma consciente e sem argumentar. Na verdade, meu grande erro foi acreditar que, só porque estava chovendo muito, porque já passavam das 23 horas da noite e por ser um trajeto perto da minha casa, logo fora do centro da cidade, que não haveria fiscalisação. Mas agora aprendi que fiscalização é igual em todo o lugar do mundo, eles só estarão lá quando as chances deles estarem lá forem muito pequenas.
Mas o pior mesmo é que eu só pequei o tramway para não me molhar muito e como só pude descer dele 2 paradas depois da minha (tempo que a mulher levou para me cobrar a multa) eu cheguei em casa mais encharcada do que se tivesse feito o trajeto original na chuva! Mas c'est la vie!!
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Chegando perto
Finalmente acho que começo a entender o funcionamento das burocracias francesas. Hoje, pela primeira vez, consegui resolver uma burocracia numa única visita ao organismo público. Fui pedir a renovação do meu seguro de saúde com todos os documentos e declarações que foram listados e, milagrosamente, eles não me pediram nada que não estava na lista. Tudo ficou resolvido em questão de 5 minutos e ainda por cima, ouvi da moça que me atendeu que minha documentação estava impecável!!
Isso tudo parece pouco, mas para quem tinha que fazer pelo menos 2 viagens para fazer qualquer burocracia, isso é bastante!
Isso tudo parece pouco, mas para quem tinha que fazer pelo menos 2 viagens para fazer qualquer burocracia, isso é bastante!
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Com que roupa!!
Para ir a praia, os franceses colocam suas roupas de banho (sunga, calção, biquini ou maiô) e por cima roupas normais (ou seja, roupa de ir no super mercado, roupas cotidianas). Ao chegar na praia eles tiram as roupas normais, aproveitam a praia e na hora de ir embora tornam a vestir as roupas normais. Tem uns até que levam sabonete líquido e tomam um banho de verdade nas duchas da praia. Mesmo quem mora pertinho se veste com roupas normais para fazer o percurso de casa até a praia. Se eles estão na praia, faltou alguma coisa e precisam ir até o bodega que fica logo alí, do outro lado da rua, eles colocam a roupa e vão. Se forem fazer uma caminhada no calçadão na beira da praia, com certeza não estarão só de roupa de banho.
É uma questão de costume. Tal qual o de fazer topless. Muitas mulheres fazem topless aqui, não todas, mas uma boa quantidade é adepta do bronzeado parelho, sem marcas de biquini. Como eu já havia dito numa outra postagem, não são só as mulheres com seios perfeitos que os expõem com naturalidade. Tem de tudo, de guria novinha a senhoras, passando pelas mães acompanhadas de suas famílias. A maioria dos homens na praia parecem não se abalar com os peitos expostos. Mas já vi uns metidos a engraçadinhos que entre risinhos e cochichos fitavam de forma muito inconveniente uma adepta do bronzeamento parelho.
A grande maioria das mulheres européias (digo européias porque em Nice tem gente de toda parte) usa biquini. Independente se está 100% em forma ou não, se tem 16 ou 61 anos. Está certo, os biquinis daqui tem mais pano do que os do Brasil, mas é adotado por praticamente todas. Me perguntei o porquê que eu só uso maiô e tomei uma decisão: minha próxima roupa de banho será um biquini. Estou aprendendo a dar ainda menos importância ao que os outros pensam. Quem sabe se eu morasse uns 3 ou 4 anos aqui eu não me tornaria adepta do topless!?
É uma questão de costume. Tal qual o de fazer topless. Muitas mulheres fazem topless aqui, não todas, mas uma boa quantidade é adepta do bronzeado parelho, sem marcas de biquini. Como eu já havia dito numa outra postagem, não são só as mulheres com seios perfeitos que os expõem com naturalidade. Tem de tudo, de guria novinha a senhoras, passando pelas mães acompanhadas de suas famílias. A maioria dos homens na praia parecem não se abalar com os peitos expostos. Mas já vi uns metidos a engraçadinhos que entre risinhos e cochichos fitavam de forma muito inconveniente uma adepta do bronzeamento parelho.
A grande maioria das mulheres européias (digo européias porque em Nice tem gente de toda parte) usa biquini. Independente se está 100% em forma ou não, se tem 16 ou 61 anos. Está certo, os biquinis daqui tem mais pano do que os do Brasil, mas é adotado por praticamente todas. Me perguntei o porquê que eu só uso maiô e tomei uma decisão: minha próxima roupa de banho será um biquini. Estou aprendendo a dar ainda menos importância ao que os outros pensam. Quem sabe se eu morasse uns 3 ou 4 anos aqui eu não me tornaria adepta do topless!?
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Vendo e Aprendendo
Saindo em férias, uma amiga e eu fomos de Grenoble a Nice de ônibus baratex. Sendo baratex ele é pinga-pinga, saia num único horário do dia, sem poltrona definida e sem que se possa comprar a passagem com antecedência, só no dia da viagem. Nessas condições fomos bem cedinho para a rodoviária de mala e cuia para garantir nosso lugar. Compramos a passagem, identificamos de onde sairia o ônibus e ficamos esperando. Aos poucos a quantidade de gente a nossa volta foi aumentando consideravelmente.
Com medo de perder o dia, traçamos um plano de ataque: eu guardaria as malas assim que o bagageiro abrisse enquanto ela entraria no ônibus e guardaria um lugar para a gente. (Nota: aqui não existe o carinha aquele que guarda as malas no bagageiro é a gente mesmo que tem que acomodar as malas, visto que o único funcionário é o motorista.)
Nisso, eis que surge uma senhora dotada de um carinho de feira que precisava ser posto no bagageiro. Ela olha para um lado, olha para o outro e se aproxima de um moço que possuía apenas bagagem de mão e diz que ficaria muito feliz se viajasse sentada ao lado dele (numa tradução literal ela disse que seria muito prazeroso viajar ao lado dele). Quando eu ouvi aquilo me caíram os butiás do bolso!! Mas que velhinha espertinha!! Que tática bem pensada para quem está sozinha e precisa guardar as malas! Ela devia ser expert nisso!!
O cara aparentemente ficou tão surpreso quanto eu, concordou com a senhora, deu umas resmungadas/bufadas, mas efetivamente guardou um lugar para ela. No final das contas ela agradeceu a gentileza mas dispensou o posto ao lado do garotão pois haviam lugares sobrando e ambos viajaram sozinhos em seus bancos. Comentei com minha amiga que precisávamos ser mais espertas e aprender com a experiência dos mais vividos!! Claro que adaptando a tática para o contexto de jovens mulheres como nós... mas vendo e aprendendo.
Com medo de perder o dia, traçamos um plano de ataque: eu guardaria as malas assim que o bagageiro abrisse enquanto ela entraria no ônibus e guardaria um lugar para a gente. (Nota: aqui não existe o carinha aquele que guarda as malas no bagageiro é a gente mesmo que tem que acomodar as malas, visto que o único funcionário é o motorista.)
Nisso, eis que surge uma senhora dotada de um carinho de feira que precisava ser posto no bagageiro. Ela olha para um lado, olha para o outro e se aproxima de um moço que possuía apenas bagagem de mão e diz que ficaria muito feliz se viajasse sentada ao lado dele (numa tradução literal ela disse que seria muito prazeroso viajar ao lado dele). Quando eu ouvi aquilo me caíram os butiás do bolso!! Mas que velhinha espertinha!! Que tática bem pensada para quem está sozinha e precisa guardar as malas! Ela devia ser expert nisso!!
O cara aparentemente ficou tão surpreso quanto eu, concordou com a senhora, deu umas resmungadas/bufadas, mas efetivamente guardou um lugar para ela. No final das contas ela agradeceu a gentileza mas dispensou o posto ao lado do garotão pois haviam lugares sobrando e ambos viajaram sozinhos em seus bancos. Comentei com minha amiga que precisávamos ser mais espertas e aprender com a experiência dos mais vividos!! Claro que adaptando a tática para o contexto de jovens mulheres como nós... mas vendo e aprendendo.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Voltando a Ativa
A França acaba de me dar mais um aprendizado. Descobri que tirar férias é muito bom. Desligar-se completamente da rotina e não pensar em trabalho é melhor ainda. Se fizer tudo isso viajando com amigos, daí sim é satisfação garantida. Acredito que essas frases expliquem bem o porquê do blog ficar tanto tempo sem ser atualizado ;)
Passei boa parte das férias na praia em Nice, o que me serviu para agregar percepções sobre o comportamento do francês praiano. Além disso, passei quatro dias na Itália e conheci o super acolhedor povo italiano, o que também me rendeu uma série de percepções. Em resumo, essa viagem me encheu de temas para as próximas postagens.
Mas isso tudo são assuntos para as postagens futuras. Por enquanto, preciso deixar registrado um super muito obrigada as pessoas que fizeram a alegria das minhas férias: Guilherme, Raquel e Márcia. A-do-rei nossa parceria!
Passei boa parte das férias na praia em Nice, o que me serviu para agregar percepções sobre o comportamento do francês praiano. Além disso, passei quatro dias na Itália e conheci o super acolhedor povo italiano, o que também me rendeu uma série de percepções. Em resumo, essa viagem me encheu de temas para as próximas postagens.
Mas isso tudo são assuntos para as postagens futuras. Por enquanto, preciso deixar registrado um super muito obrigada as pessoas que fizeram a alegria das minhas férias: Guilherme, Raquel e Márcia. A-do-rei nossa parceria!
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Os franceses e o banho
Revendo os temas abordados no blog, percebi que ainda não falei sobre a grande fama francesa: a de não tomar banho. Em primeiro lugar, é preciso dizer que os franceses tomam banho, sim. Talvez não com a mesma frequência ou nos mesmos horários que nós brasileiros, mas eles tomam banho, sim. Pelo que pude observar do comportamento francês, eles geralmente tomam banho pela manhã. Isso quer dizer que, em muitos casos, se eles fizerem uma atividade física durante o dia e suarem, como esquiar por exemplo (a gente sua muito dentro daquela roupa), eles só vão tomar banho no dia seguinte, logo dormirão suados mesmo. Mas não se pode generalizar. Por exemplo, os colegas de laboratório franceses que vão de bicicleta assim como eu, tomam banho antes de começar a trabalhar. Logo, nem todo o francês cheira mau.
Em compensação, os que cheiram mau (sim, porque eles existem!!) acredito eu que seja muito mais por conta das roupas que da falta de banho. Eles usam a mesma roupa durante muito tempo daí dá a impressão de que são as roupas que cheiram mau. E ainda tem a categoria dos que devem ter algum problema glandular, porque sempre cheiram mau. Se bem que essa última categoria deve existir no mundo todo, conheci vários aí no Brasil mesmo.
Para fechar é preciso dizer que em toda a loja que venda toalhas, tem também aquela luvinha atoalhada... como a da imagem ao lado. Eu nunca tive certeza se ela serve para ajudar no banho, como uma daquelas buchas, ou se é para se tomar um banho de gato. Pensando bem, deve ser para as duas coisas, cada um escolhe o uso que lhe convém.
Em compensação, os que cheiram mau (sim, porque eles existem!!) acredito eu que seja muito mais por conta das roupas que da falta de banho. Eles usam a mesma roupa durante muito tempo daí dá a impressão de que são as roupas que cheiram mau. E ainda tem a categoria dos que devem ter algum problema glandular, porque sempre cheiram mau. Se bem que essa última categoria deve existir no mundo todo, conheci vários aí no Brasil mesmo.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
No ritmo das férias
Querer remar contra a correnteza não é fácil. Querer trabalhar enquanto todos a sua volta estão em férias também não é. Se tu depender de quem está em férias... daí sim que tu não consegue fazer nada. Como a França está em férias, ou melhor, acho que a europa inteira está em férias, só me resta tirar férias também. Aliás, descobri que na próxima sexta-feira é feriado aqui (a França é farta em feriados, acho até que tem mais que o Brasil), mais um motivo para tirar férias.
Antes das férias, vou registrar mais uma singularidade do comportamento francês. No supermercado um dia desses, uma mulher mostrou para a atendente que o pão que ela estava comprando vinha com uma etiqueta sugerindo um preço máximo e que o preço na gôndola era superior ao sugerido. A mocinha fez a leitura do código de barras do produto e confirmando o que a mulher havia dito, tratou de não cobrar a diferença de preço. Sabem de quanto era a diferença? 5 centavos. Na hora eu me perguntei: "mas tchê, tudo isso por 5 centavos!!" Até comentei com um amigo que estava comigo.
Mas depois, pensando melhor, isso é muito característico do comportamento francês. Eu acho até que nem era pelos 5 centavos, mas pelo direito que a mulher tinha de não pagá-los. E se tem uma coisa que os franceses sabem fazer muito bem é reivindicar seus direitos. Tanto que manifestações são frequentes por aqui, em especial, foram ainda mais frequentes no mês de maio, motivados pelos 40 anos do maio de 1968. De pequenas a grandes reivindicações, eles reclamam pelo que lhes é de direito... e aparentemente acaba funcionando!!
Antes das férias, vou registrar mais uma singularidade do comportamento francês. No supermercado um dia desses, uma mulher mostrou para a atendente que o pão que ela estava comprando vinha com uma etiqueta sugerindo um preço máximo e que o preço na gôndola era superior ao sugerido. A mocinha fez a leitura do código de barras do produto e confirmando o que a mulher havia dito, tratou de não cobrar a diferença de preço. Sabem de quanto era a diferença? 5 centavos. Na hora eu me perguntei: "mas tchê, tudo isso por 5 centavos!!" Até comentei com um amigo que estava comigo.
Mas depois, pensando melhor, isso é muito característico do comportamento francês. Eu acho até que nem era pelos 5 centavos, mas pelo direito que a mulher tinha de não pagá-los. E se tem uma coisa que os franceses sabem fazer muito bem é reivindicar seus direitos. Tanto que manifestações são frequentes por aqui, em especial, foram ainda mais frequentes no mês de maio, motivados pelos 40 anos do maio de 1968. De pequenas a grandes reivindicações, eles reclamam pelo que lhes é de direito... e aparentemente acaba funcionando!!
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Ahh Timmmm...
Existe uma forte curiosidade envolvendo espirros e assoadas de nariz por aqui. Para os franceses, espirrar em ambiente público é quase uma falta de educação. O motivo é que uma grande quantidade de germes são expelidos para o mundo no espirro e o mundo pode pegar a pereba da pessoa que espirrou. Logo, o que se vê são pessoas prendendo espirros, ou quando não conseguem falando um "Excuse moi, désolé!" (sim, não poderia faltar o désolé!). Eu, particularmente não prendo espirros, na verdade, nem lembro que "deveria" prendê-los. Por conta disso, já fui fulminada por olhares repreendedores dentro dos coletivos várias vezes. Mas o ápice foi no desfile do 14 de julho quando a mulher que estava na minha frente virou-se assustada (com olhos bem arregalados!!) depois que espirrei atrás dela. Quase me senti uma criminosa!
Em compensação, as pessoas aqui não fazem a menor cerimônia para assoar o nariz. Independente do lugar, da hora ou da situação, eles pegam seu lenço de pano (o mesmo vale para os de papel) que estava embolado no bolso e brincam de imitar o elefantinho, ou melhor, o elefantão. Particularmente, assoar o nariz e sair apertando a mão ou pegando em objetos que todo mundo pega não me parece a coisa mais asséptica que existe... mas tudo bem. O bom, é que toda a vez que preciso assoar o nariz penso: "Não vou fazer muito barrulho para não incomodar ninguém... ahhh, mas aqui ninguém se importa!! que nem o elefantinho, vamos lá!!".
Para completar a saga dos espirros versus assoadas de nariz, preciso contar sobre um cartaz, fornecido pela prefeitura, que vi no meu laboratório. Nele, tem dicas caso você não esteja doente, tais como lavar bem as mãos e etc mais e tal. E, também, dicas caso você já tenha sido contaminado. Daí eles aconselham que as pessoas usem máscaras em ambientes públicos (sabe aquelas que as pessoas usam para trabalhar em ambientes com muita poeira? estas mesmo) que devem ser descartadas depois do uso, além de assoar o nariz e lavar as mãos depois. Fiquei impressionada com o cartaz, mas pelo menos agora vou entender melhor quando achar alguém de máscara por aí.
Em compensação, as pessoas aqui não fazem a menor cerimônia para assoar o nariz. Independente do lugar, da hora ou da situação, eles pegam seu lenço de pano (o mesmo vale para os de papel) que estava embolado no bolso e brincam de imitar o elefantinho, ou melhor, o elefantão. Particularmente, assoar o nariz e sair apertando a mão ou pegando em objetos que todo mundo pega não me parece a coisa mais asséptica que existe... mas tudo bem. O bom, é que toda a vez que preciso assoar o nariz penso: "Não vou fazer muito barrulho para não incomodar ninguém... ahhh, mas aqui ninguém se importa!! que nem o elefantinho, vamos lá!!".
Para completar a saga dos espirros versus assoadas de nariz, preciso contar sobre um cartaz, fornecido pela prefeitura, que vi no meu laboratório. Nele, tem dicas caso você não esteja doente, tais como lavar bem as mãos e etc mais e tal. E, também, dicas caso você já tenha sido contaminado. Daí eles aconselham que as pessoas usem máscaras em ambientes públicos (sabe aquelas que as pessoas usam para trabalhar em ambientes com muita poeira? estas mesmo) que devem ser descartadas depois do uso, além de assoar o nariz e lavar as mãos depois. Fiquei impressionada com o cartaz, mas pelo menos agora vou entender melhor quando achar alguém de máscara por aí.
domingo, 3 de agosto de 2008
Moedas no Banheiro
Há alguns dias, estive num centro comercial daqui, um daquele no estilo de um grande supermercado e várias lojas em volta. É tudo muito parecido com os que temos em Santa Maria ou Porto Alegre com exceção de um detalhe no banheiro. Fiquei muito surpresa em ver, no cantinho da pia, um pires com algumas moedas dentro. Enquanto eu guardava um casaco na minha mochila uma senhora que acabara de usar o banheiro começou a procurar moedas para deixar no pires. Ou seja, se usou por educação deixe uma contribuição.
Fiquei me questionando qual era a moral daquilo, afinal de contas é um centro comercial e com certeza a limpeza do ambiente é mantida pelas lojas e pelo supermercado. É óbvio que as moedinhas do pires não pagam a limpeza. Acredito eu que sirva muito mais como um regalo para a faxineira do que qualquer outra coisa. Também devem ser para que as pessoas sintam-se "ativas" na conservação da limpesa do local. Sei lá. Coisas de franceses.
Fiquei me questionando qual era a moral daquilo, afinal de contas é um centro comercial e com certeza a limpeza do ambiente é mantida pelas lojas e pelo supermercado. É óbvio que as moedinhas do pires não pagam a limpeza. Acredito eu que sirva muito mais como um regalo para a faxineira do que qualquer outra coisa. Também devem ser para que as pessoas sintam-se "ativas" na conservação da limpesa do local. Sei lá. Coisas de franceses.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Ataque de Fúria
Hoje tive um acesso de raiva, mas como li no Blog do David Coimbra, às vezes, um pouco de raiva faz bem.
Já acordei cansada, a semana foi bem puxada. Pequei minha bicicleta e fui para os meus 11 km até o laboratório. Mais ou menos na metade do caminho, avistei a frente um gurizão em sua bicicleta andando sem as mãos no guidom. Essa parte do caminho é uma estrada agrícola, quase sem carros, mas de quando em vez aparece algum. O gurizão ia num ritmo nem lento, nem rápido, mas que era mais lento que o meu e logo, logo eu o alcancei. Até aí tudo bem, fiz um cálculo da diferença das nossas velocidades, olhei à frente e vi uma curva, pensei: "perfeito, aproveito a curva para ultrapassá-lo".
Quando estou quase lado a lado com ele, minha presença foi percebida. Vocês acreditam que nesse instante ele coloca as mãos sobre o guidom e aumenta o ritmo das pedaladas!?! No início eu nem me esquentei, só começei a pedalar mais rápido também. Depois de uns 200 metros andando lado a lado com ele, ambos cada vez mais rápido eu comecei a me irritar. Não conseguia entender o que ele tinha na cabeça!! E as boas maneiras francesas onde ficam nessas horas? Se ele não era francês, ele poderia ter boas maneiras masculinas, não tem desculpa! Por que ele não me deixava passar? Por que agora ele seguia sem largar o guidom? Pensei: "vou insistir mais um pouco, se ele não me deixar passar vou atrás dele roçando minha roda dianteira na roda traseira dele e ele vai ver o que é bom!".
Mais uns 100 metros e chega o ápice da disputa... surge um carro a nossa frente e como quem estava no meio da rua era eu, pensei: "é agora ou nunca!". Numa explosão de força e fúria, eu consegui tomar uma distância suficiente para colocar minha bicicleta na frente da dele. A partir daí, meus amigos, eu PE-DA-LEI!! Mas pedalei MUITO. Eu voei minhas tranças. Eu emparelhei todos os buracos do caminho. A cada curva eu espiava de canto de olho nossa distância. 100, 150, 200 metros (nesse ponto ele andava novamente sem as mãos no guidom!) e quando troquei de estrada ele estava tranquilamente uns 500 metros atrás de mim (he he he).
Nunca fiz aquele caminho tão rápido. Cheguei no laboratório ensopada de suor e vermelha de calor e raiva, mas satisfeita... começei meu dia com uma vitória, pensava. Enquanto tomava banho para me refrescar lembrei que tinha acordado cansada. Fato esse completamente ignorado durante meu acesso de raiva. Daí tive que concordar com o David, o Coimbra, às vezes um pouco de raiva faz bem!!
Já acordei cansada, a semana foi bem puxada. Pequei minha bicicleta e fui para os meus 11 km até o laboratório. Mais ou menos na metade do caminho, avistei a frente um gurizão em sua bicicleta andando sem as mãos no guidom. Essa parte do caminho é uma estrada agrícola, quase sem carros, mas de quando em vez aparece algum. O gurizão ia num ritmo nem lento, nem rápido, mas que era mais lento que o meu e logo, logo eu o alcancei. Até aí tudo bem, fiz um cálculo da diferença das nossas velocidades, olhei à frente e vi uma curva, pensei: "perfeito, aproveito a curva para ultrapassá-lo".
Quando estou quase lado a lado com ele, minha presença foi percebida. Vocês acreditam que nesse instante ele coloca as mãos sobre o guidom e aumenta o ritmo das pedaladas!?! No início eu nem me esquentei, só começei a pedalar mais rápido também. Depois de uns 200 metros andando lado a lado com ele, ambos cada vez mais rápido eu comecei a me irritar. Não conseguia entender o que ele tinha na cabeça!! E as boas maneiras francesas onde ficam nessas horas? Se ele não era francês, ele poderia ter boas maneiras masculinas, não tem desculpa! Por que ele não me deixava passar? Por que agora ele seguia sem largar o guidom? Pensei: "vou insistir mais um pouco, se ele não me deixar passar vou atrás dele roçando minha roda dianteira na roda traseira dele e ele vai ver o que é bom!".
Mais uns 100 metros e chega o ápice da disputa... surge um carro a nossa frente e como quem estava no meio da rua era eu, pensei: "é agora ou nunca!". Numa explosão de força e fúria, eu consegui tomar uma distância suficiente para colocar minha bicicleta na frente da dele. A partir daí, meus amigos, eu PE-DA-LEI!! Mas pedalei MUITO. Eu voei minhas tranças. Eu emparelhei todos os buracos do caminho. A cada curva eu espiava de canto de olho nossa distância. 100, 150, 200 metros (nesse ponto ele andava novamente sem as mãos no guidom!) e quando troquei de estrada ele estava tranquilamente uns 500 metros atrás de mim (he he he).
Nunca fiz aquele caminho tão rápido. Cheguei no laboratório ensopada de suor e vermelha de calor e raiva, mas satisfeita... começei meu dia com uma vitória, pensava. Enquanto tomava banho para me refrescar lembrei que tinha acordado cansada. Fato esse completamente ignorado durante meu acesso de raiva. Daí tive que concordar com o David, o Coimbra, às vezes um pouco de raiva faz bem!!
Assinar:
Postagens (Atom)
